Balanço anual do tiro ao voo: 2. CBTE
- janeiro 8, 2026
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Texto e imagens: Luiz Eduardo Dias Este é o segundo artigo da série de artigos onde faço um pequeno resumo de como foram os campeonatos nacionais de diferentes
Texto e imagens: Luiz Eduardo Dias
Este é o segundo artigo da série de artigos onde faço um pequeno resumo de como foram os campeonatos nacionais de diferentes disciplinas de tiro ao voo e quais atletas foram destaques em 2025.
Além das federações estaduais de tiro esportivo e de caça e tiro, a Liga Nacional de Tiro ao Prato – LNTP, a Confederação Brasileira de Tiro Esportivo – CBTE e a Confederação Brasileira de Caça e Tiro – CBCT, são as principais entidades que organizam e promovem o tiro ao voo no Brasil.
A série de artigos teve início com os campeonatos promovidos pela Liga nacional de Tiro ao Prato – LNTP. Neste artigo o foco são os campeonatos promovidos pela CBTE.
A Confederação Brasileira de Tiro Esportivo (CBTE) é uma entidade filiada ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB) que atua na organização e desenvolvimento do tiro esportivo no Brasil, promovendo a prática desse esporte, tanto em nível de lazer como competitivo em disciplinas olímpicas. Juntamente com uma rede de federações estaduais, fazem a gestão das atividades e competições em todo o território nacional. Além disso, a CBTE representa o Brasil em competições internacionais, contribuindo para o crescimento do esporte no cenário mundial.
Em se tratando de tiro ao prato, a CBTE organiza e promove campeonatos de Trap Nacional, Fossa Olímpica e Skeet, sendo as duas últimas disciplinas olímpicas.
Com o intuito de promover e fomentar Trap Nacional a CBTE além do Campeonato Brasileiro de Tiro ao Prato – Trap Nacional, também organiza provas com 25 e 50 pratos em sistema on-line.

O Campeonato Brasileiro de Tiro ao Prato – Trap Nacional envolve as modalidades de Trap 100, Trap 200 e Trap double. Para fazer parte do ranking nacional da CBTE, o atleta deverá participar de pelo menos cinco etapas on-line, uma regional (peso 2) e da etapa final (peso 3).
A Tabela 1 mostra o total de atletas que participaram de pelo menos uma etapa do Campeonato Brasileiro de Trap Nacional, Trap 100 e o número de atletas qualificados para participarem do ranking nacional, ao final dos anos de 2024 e 2025. A redução do número de atletas que participaram de pelo menos uma etapa do Campeonato Brasileiro de 2024 para 2025 foi muito pequena, mostrando que a competição se mostra atrativa. Entretanto, em ambos os campeonatos observa-se um elevado percentual (85%) de atletas que não participaram das etapas presenciais obrigatórias e/ou do mínimo de etapas on-line exigidas pelo regulamento.
Tabela 1. Número de atletas que participaram de pelo menos uma etapa do Campeonato Brasileiro de Trap Nacional, Trap 100 CBTE e o número de atletas qualificados para participarem do ranking nacional, ao final dos anos de 2024 e 2025
| Classe | 2024 | 2025 | ||
| Total | Qualificados | Total | Qualificados | |
| Junior Masc. | 6 | 0 | 2 | 1 |
| Dama A | 36 | 14 | 20 | 10 |
| Dama B | – | – | 18 | 4 |
| Sênior AAA | 33 | 14 | 31 | 16 |
| Sênior AA | 64 | 18 | 77 | 20 |
| Sênior A | 117 | 24 | 117 | 24 |
| Sênior B | 112 | 15 | 94 | 8 |
| Sênior C | 71 | 7 | 66 | 6 |
| Sênior D | 120 | 3 | 101 | 2 |
| Master | 88 | 6 | 99 | 6 |
| Veterano | 61 | 4 | 71 | 6 |
| Total | 708 | 105 | 696 | 103 |
Esta elevada redução sugere que não existe um atrativo maior para que o atleta participe plenamente do campeonato, além, é claro, das dificuldades intrínsecas do esporte. Dificuldades que podem ter diferentes origens, certamente a questão financeira deve ser uma delas.
Outro aspecto que merece reflexão é o fato da Liga Nacional de Tiro ao Prato-LNTP, que também oferece um Campeonato Brasileiro de Trap, seguindo as normas da Amateur Trapshooting Association – ATA, exige em seu regulamento que o atleta participe, além de etapas on-line, de pelo menos uma regional e a etapa final, que são presenciais. Considerando um atleta que queira participar dos dois campeonatos e se qualificar para o ranking nacional das duas entidades, seriam necessárias a participação em quatro etapas presenciais, uma vez que as etapas regionais e a etapa final ocorrem em diferentes cidades e, muitas vezes, em datas distintas. O custo de participação nestas etapas presenciais é elevado e sugere que o atleta faça uma opção entre os campeonatos. Neste aspecto, a participação de atletas nos campeonatos de Trap 100 da LNTP é significativamente superior ao observado nos campeonatos da CBTE (Tabela 2).
No passado havia um acordo entre as duas entidades para que as provas oferecidas pela LNTP também fossem válidas para o campeonato da CBTE, fortalecendo a disciplina e trazendo economia e praticidade para o atleta. Entretanto, este acordo foi rompido e atualmente as entidades promovem campeonatos distintos.
Tabela 2. Número de atletas que participaram de pelo menos uma etapa do Campeonato Brasileiro de Trap da LNTP (Trap 100), do Campeonato de Trap Nacional CBTE (Trap 100) e número de atletas qualificados para participarem do ranking nacional das entidade, ao final dos anos de 2024 e 2025
| Entidade | 2024 | 2025 | ||
| Total | Qualificados | Total | Qualificados | |
| LNTP | 1.324 | 316 | 1.258 | 287 |
| CBTE | 708 | 105 | 696 | 103 |
Veja, a seguir, quais os atletas que se destacaram, em suas respectivas classes, no Campeonato Brasileiro de Trap Nacional CBTE Trap 100 de 2025 (Tabela 3).
Tabela 3. Atletas classificados nas três primeiros posições em suas respectivas classes no Campeonato Brasileiro de Trap Nacional CBTE Trap 100 de 2025
| Classe | Class. | Atleta | UF | Pontos |
| Júnior Masc. | 1º | Francisco Afonso G. Lima Neto | TO | 467 |
| Dama A | 1º | Luanna Fornazari Colhado | SP | 474 |
| 2º | Celina Alvim S. Siquiereoli | MG | 467 | |
| 3º | Luciana Vidmar Denti | RS | 465 | |
| Dama B | 1º | Lorayne A. R. Vasn Den Boogaard | PR | 456 |
| 2º | Marcela R. N. de M. Nicolli | MT | 426 | |
| 3º | Vanessa Mariani Huther | MT | 392 | |
| Sênior AAA | 1º | Leandro Cardoso Martins | SC | 494 |
| 2º | Diogo de Witt Dalla Rosa | RS | 493 | |
| 3º | Tiago João Foletto Antonello | RS | 487 | |
| Sênior AA | 1º | Marcel Dacoregio Ballmann | SC | 488 |
| 2º | Fernando Gazoli Zorzete | SP | 488 | |
| 3º | Mateus Dimas Bertuol | RS | 487 | |
| Sênior A | 1º | Maurício Devenci Vendrame | PR | 486 |
| 2º | Nei Cavalheiro | SC | 485 | |
| 3º | Rodrigo Machado Saraiva | GO | 479 | |
| Sênior B | 1º | Eduardo Martins Mello Jr. | RJ | 476 |
| 2º | Itaslo Fonseca e Silva | MG | 467 | |
| 3º | André Silvestrin Guimarães | MT | 460 | |
| Sênior C | 1º | Lucas Lente Martinez | MT | 437 |
| 2º | Herichi Passetti | MT | 430 | |
| 3º | Helder Antônio da Silva | PB | 414 | |
| Sênior D | 1º | Marcelo M. de Vasconcelos Jr. | PE | 393 |
| 2º | Paulo Ricardo Goes Neto | MT | 389 | |
| Master A | 1º | Marcos Fernando R. Vieira | SP | 485 |
| 2º | Lair José de Marchi | MT | 478 | |
| 3º | Reginaldo Amaral Milbradt | SP | 470 | |
| Veterano A | 1º | Humberto Pereira Carneiro | MG | 489 |
| 2º | Dalmir Fencato Labatut | RS | 485 | |
| 3º | Luiz Carlos V. Pirani | SP | 451 |
Os resultados completos das diferentes categorias do campeonato de Trap Nacional podem ser encontrados no site da CBTE.
Como forma de premiar os atletas que se destacaram em seu campeonato, a CBTE subsidia parte das despesas de uma equipe para representá-la no Grand American World Trapshooting Championships. De acordo com o Regulamento Geral do Campeonato, a equipe que representará a entidade na 127ª edição de 2026 será formada pelos seguintes atletas: Aline Couto, Ary Denti, Celina Siquieroli, Diogo Dalla Rosa, Leandro Martins, Luanna Fornazari, Mateus Bertuol e Tiago Antonello. A competição será realizada de 29 de julho a 8 de agosto, em Sparta, nos Estados Unidos.
A CBTE promove dois campeonatos de tiro ao prato olímpico: o Campeonato Brasileiro de Tiro ao Prato Olímpico Light, com etapas on-line e presenciais (regionais e uma final) e o Campeonato Brasileiro de Tiro ao Prato Olímpico, que envolve somente etapas presenciais. Os dois campeonatos contemplam as disciplinas de Fossa Olímpica e Skeet e seguem as regras da ISSF.

Para os clubes que não possuem a estrutura mínima necessária para sediar etapas do Campeonato Brasileiro de Tiro ao Prato Olímpico, ou que pleiteiam sediar uma etapa regional, a CBTE promove a realização de Grand Prix, como forma de fomentar o tiro ao prato olímpico nas diversas regiões do Brasil.

No Campeonato Brasileiro de Tiro ao Prato Olímpico Light, as provas são disputadas em três séries de 25 pratos (total de 75 pratos). Serão reconhecidos os Campeões Brasileiros do Campeonato Brasileiro de Tiro ao Prato Light os atletas que, após a etapa final tiverem a melhor pontuação seguindo os seguintes critérios: a soma dos cinco melhores resultados das provas on-line, com peso um – sendo obrigatória a participação de pelo menos em cinco etapas-; o melhor resultado, com peso dois, nas provas regionais, presenciais, sendo obrigatória pelo menos uma participação, e o resultado da etapa final, também obrigatória, com peso três.
No Campeonato Brasileiro de Tiro ao Prato Olímpico as provas são presenciais e disputadas em cinco séries de 25 pratos (total de 125 pratos). De acordo com o Regulamento Geral da CBTE, ao final de cada ano será reconhecido como sendo o Campeão Brasileiro das disciplinas Fossa Olímpica e Skeet os atletas que, ao final do campeonato tiverem a melhor pontuação em três provas do Campeonato e na etapa final que é obrigatória e possui peso dois.
No ano de 2025 o Campeonato Brasileiro de Tiro ao Prato Olímpico Light teve dez etapas on-line, quatro Grand Prix (Cajueiro-AL, Uberaba-MG, Cosmópolis-SP e Santa Maria-RS), as Regionais Nordeste (Recife-PE), Sudeste (Uberlândia-MG), Norte (Boa Vista-RR) e Sul (Skeet em São Leopoldo-RS e FO em Seberi-RS) e a etapa final em Caxias do Sul-RS.
A Tabelas 4 apresentam os atletas que cumpriram o regulamento do campeonato light de FO quanto aos critérios de qualificação para comporem sua classificação ao final dos anos de 2024 e 2025. Observando a participação dos atletas ao longo das diferentes temporadas é evidente que não existe aderência significativa no que se refere às exigências de participação para que o atleta seja classificado ao final das disputas. Ou seja, algo deve ser feito no sentido de motivar os atletas a participarem mais efetivamente do campeonato light.
É certo que para uma nação se destacar mundialmente em determinado esporte, um fator importante é ter um número grande de atletas praticantes formando a base da pirâmide. Tudo bem que a FO não é um esporte naturalmente popular no Brasil por questões culturais e econômicas, mas partindo de uma base de 288 atletas em 2024 e 248 em 2025, em ambos os campeonatos observou-se que apenas cerca de 15% desta base cumprem as exigências mínimas do campeonato para se classificarem ao final do ano (Tabela 4). Quais seriam as razões que determinam o pouco interesse dos atletas?
Certamente um dos objetivos do campeonato light, se não o principal, é divulgar o esporte e permitir a maior participação dos atletas por meio das etapas on-line. Se este objetivo não está sendo plenamente alcançado, faz-se necessária uma reflexão, por parte da CBTE e das federações estaduais, sobre como valorizar e motivar os atletas a participarem plenamente do campeonato light.
Tabela 4. Número de atletas que participaram de pelo menos uma etapa do Campeonato Brasileiro de Tito ao Prato Light da CBTE e o número de atletas qualificados para participarem da classificação nacional, ao final dos anos de 2024 e 2025
| Classe | 2024 | 2025 | ||
| Total | Qualificados | Total | Qualificados | |
| Júnior Fem. | – | – | 1 | 0 |
| Júnior Masc. | 6 | 2 | 6 | 0 |
| Dama | 12 | 7 | 13 | 6 |
| Paratleta | 4 | 0 | 6 | 0 |
| Sênior A | 57 | 17 | 59 | 14 |
| Sênior B | 39 | 7 | 26 | 5 |
| Sênior C | 91 | 10 | 71 | 4 |
| Master | 33 | 2 | 27 | 3 |
| Veterano | 46 | 3 | 39 | 4 |
| Total | 288 | 48 | 248 | 36 |
Veja quais atletas se classificaram nos três primeiros lugares de cada classe nos Campeonatos Brasileiro de Tiro ao Prato Olímpico Light de Fossa Olímpica e Skeet (Tabelas 5 e 6).
Tabela 5. Atletas classificados nas três primeiros posições em suas respectivas classes no Campeonato Brasileiro de Tiro ao Prato Olímpico Light CBTE de Fossa Olímpica 2025
| Classe | Class. | Atleta | UF | Pontos |
| Dama A | 1º | Camila Alexandra Cosmoski | PR | 673 |
| 2º | Geórgia Furquim Bastos | RS | 629 | |
| 3º | Thaíse S. de Oliveira Christoni | AL | 613 | |
| Sênior A | 1º | Jaison Sandro Santin | SC | 701 |
| 2º | Teófilo Ribeiro Neto | SC | 698 | |
| 3º | Marcos Antônio Balbinot | RS | 689 | |
| Sênior B | 1º | Thiago Figueiredo Januário | AL | 620 |
| 2º | Marcos Borges F. Cavalheiro | RS | 611 | |
| 3º | Diego Renan D. Gonçalves | RS | 571 | |
| Sênior C | 1º | Everaldo Duarte Rosa Jr. | AL | 596 |
| 2º | Rafael Elias Rovaris | MT | 595 | |
| 3º | Dilamar Santolin Santini | PR | 588 | |
| Master | 1º | Roberto Schmits | RS | 694 |
| 2º | Nelmont de Bulhões Braga Jr. | AL | 610 | |
| 3º | Josemir Pereira de Souza | AL | 520 | |
| Veterano | 1º | Dival José de Souza | DF | 587 |
| 2º | Luiz Eduardo Dias | MG | 585 | |
| 3º | Alládio Teixeira Álvares Jr. | RS | 540 |
Tabela 6. Atletas classificados nas três primeiros posições em suas respectivas classes no Campeonato Brasileiro de Tiro ao Prato Olímpico Light CBTE de Skeet 2025
| Classe | Class. | Atleta | UF | Pontos |
| Dama A | 1º | Geórgia Furquim Bastos | RS | 629 |
| Sênior A | 1º | Roberth L. de Oliveira Vieira | PE | 686 |
| 2º | Conrado Macedo de Sousa | MG | 617 | |
| Sênior B | 1º | Wilson Costa David Jr. | RJ | 611 |
| Sênior C | 1º | Breno Maron A. Ferreira | RJ | 619 |
| 2º | Rodrigo Camponogara Bohrer | MG | 565 |
O número de atletas que cumpriram os critérios de participação determinados no regulamento do Campeonato Brasileiro de Tiro ao Prato Olímpico é significativamente superior ao observado no campeonato light. Esta diferença pode estar relacionada à questão do ranking dos atletas, uma vez que somente os resultados das provas presenciais é que são válidos para o ranking.
Em 2025 o campeonato foi realizado em sete etapas regulares, quatro Grand Prix e a etapa final. A classificação final dos atletas (Tabelas 7 e 8) considera os três melhores resultados entre as etapas regulares e os Grand Prix com peso um, mais o resultado da final com peso dois.
Um destaque especial deve ser dado à categoria júnior onde no feminino a campeã Ellen G. Mendes da Silva vem mostrando um crescimento técnico muito bom, inclusive com conquistas internacionais, como as duas medalhas no II Jogos Panamericanos Júnior em Assunção, no Paraguai. Com o pequeno número de jovens atletas no tiro ao prato olímpico, o sucesso da Ellen nos traz muitas alegrias.
Na classe Júnior masculina, Manuel Moreira López igualmente mostra um grande potencial, pois possui uma técnica nata. Infelizmente, devido a compromissos acadêmicos, é um atleta que treina pouco. Neste ano de 2025 conseguiu excelentes resultados, atingindo o Índice Mundo por duas vez, 119/125 na 3ª etapa e 118/125 na 5ª etapa. Entretanto, ainda apresenta oscilações em seus resultados devido a pouca oportunidade de treinos. Neste ano de 2026, Manuel passa para a classe Sênior e, caso possa intensificar seus treinamentos, poderá ser um destaques do campeonato.

Ainda na classe Júnior Masculina, João Pedro de Andrade também obteve bons resultados ao longo do campeonato. Na etapa final do Campeonato Brasileiro conquistou o primeiro lugar da classe.
Entre os paratletas, André Colin foi o campeão e Gustavo Passos o vice-campeão. Entre as Damas Camila Cosmoski mais uma vez conquistou o primeiro lugar e entre os homens na classe Sênior A Leonardo Lustoza foi o campeão, mostrando uma perfomance muito boa em 2025 – fez 120/125 em três etapas -. A volta de Carlo Danna como seu treinador parece ter trazido mais tranquilidade ao atleta e constância ao ser tiro.


Tabela 7. Atletas classificados nas três primeiros posições em suas respectivas classes no Campeonato Brasileiro de Tiro ao Prato Olímpico CBTE de Fossa Olímpica 2025
| Classe | Class. | Atleta | UF | Pontos |
| Júnior Fem. | 1º | Ellen Giovanna Mendes da Silva | PR | 515 |
| Júnior Masc. | 1º | Manuel Moreira López | MG | 557 |
| 2º | João Pedro de Andrade | SP | 515 | |
| Paratleta | 1º | André Luiz Duizit Colin | RJ | 503 |
| 2º | Gustavo Mendes Passos | SP | 483 | |
| Dama | 1º | Camila Alexandra Cosmoski | PR | 564 |
| 2º | Geórgia Furquim Bastos | RS | 542 | |
| 3º | Daiana dos Santos Camaz | RJ | 538 | |
| Sênior A | 1º | Leonardo Gomes Lustoza | PR | 597 |
| 2º | Jaison Sandro Santin | SC | 593 | |
| 3º | Luiz Fernando M. da Graça | SP | 581 | |
| Sênior B | 1º | Thiago Figueiredo Januário | AL | 520 |
| 2º | Edmar Costa Contar | MS | 516 | |
| 3º | Edson de Souza do Ó Filho | PE | 509 | |
| Sênior C | 1º | Paulo Edson Malinski | MT | 493 |
| 2º | Paulo Rodrigo Guardabaxo | SP | 480 | |
| 3º | Everaldo Duarte Rosa Jr. | AL | 476 | |
| Master | 1º | André Von Bentzeen Rodrigues | MG | 521 |
| 2º | Jorg Siqueira de Melo Filho | SC | 395 | |
| Veterano | 1º | Paulo Reichardt Neto | MS | 505 |
| 2º | Walter José Cotellessa | SP | 505 | |
| 3º | Dival José de Souza | DF | 490 |
Tabela 8. Atletas classificados nas três primeiros posições em suas respectivas classes no Campeonato Brasileiro de Tiro ao Prato Olímpico CBTE de Skeet 2025
| Classe | Class. | Atleta | UF | Pontos |
| Dama A | 1º | Luísa Pedrosa Acosta | RS | 478 |
| 2º | Danielle Maron Gedeon | RJ | 452 | |
| Júnior Masc. | 1º | Lucas Moraes de Oliveira | RS | 338 |
| Sênior A | 1º | Rodrigo Maringoni Simões | MG | 566 |
| 2º | Roberth L. de Oliveira Vieira | PE | 559 | |
| 3º | Breno Maron Alves Ferreira | RJ | 539 | |
| Sênior B | 1º | Wilson Costa David Jr. | RJ | 496 |
| 2º | Lúcio Zacarias G. Guttierrez | SC | 472 | |
| 3º | Marcelo de Carvalho Valente | SP | 426 | |
| Sênior C | 1º | Daniel Lorensi Alves | RS | 437 |
| 2º | Edson da Cruz | RS | 422 | |
| 3º | Rodrigo Camponogara Bohrer | MG | 421 |
O ranking brasileiro, que serve de base para a formação da equipe brasileira, é atualizado imediatamente após a realização de cada prova do Campeonato Brasileiro de Tiro ao Prato Olímpico. A classificação ocorre a partir da soma dos quatro melhores resultados obtidos nos últimos dez meses.
Na FO Hussein Daruich e Leonardo Lustosa encabeçam o ranking nacional no masculino, seguido por Jaison Santin em terceiro. Apesar de o Hussein não ter tido uma participação efetiva no campeonato de 2025 (apenas três etapas) ele manteve a colocação do final do ano de 2024.

Como o ranking nacional determina quais atletas são selecionados para defenderem a bandeira de nosso país em disputas no exterior, no final de 2024 a CBTE flexibilizou o ranking de maneira que os atletas de alto rendimento focassem em seus treinamentos sem se preocuparem com as etapas do campeonato brasileiro. Conforme nos relatou José Ailton Patriota, diretor técnico de tiro ao prato olímpico da CBTE: a ideia foi criada para os atletas que possuíam escore médio de 119/125. O ranking seria congelado, e esses atletas iriam se preparar para as competições estratégicas, sem se preocuparem com a participação nas competições nacionais. Isso deu tão certo que conseguimos com Hussein Daruich uma medalha de prata no mundial júnior e a vaga para o Pan Americano antecipada.
Se este mesmo critério for adotado para 2026, Leonardo Lustoza e Jaison Santini poderão ter o ranking congelado, pois possuem média no campeonato de 2025 igual ou superior a 119.
No feminino, Camila Cosmoski continua reinando já há algum tempo, porém Daiana Camaz e a atleta olímpica Geórgia Furquim já mostraram que possuem condições técnicas para estarem no posto mais alto do ranking nacional.
Veja quem são os atletas mais bem colocados no ranking nacional de FO da CBTE.
Ranking masculino
| Colocação | Atleta | Pontos | Fator/4 |
| 1 | Hussein Kluber Daruich | 483 | 120,7 |
| 2 | Leonardo Gomes Lustoza | 483 | 120,7 |
| 3 | Jaison Sandro Santin | 478 | 119,5 |
| 4 | Lucas Ruaro Bellenzier | 470 | 117,5 |
| 5 | Haddy Darwich Gomes | 466 | 116,5 |
| 6 | Luiz Fernando Mogor da Graça | 464 | 116,0 |
| 7 | Eneias Mendes da Silva | 463 | 115,7 |
| 8 | Carlos Alberto Luiz da Costa | 457 | 114,2 |
| 9 | Emanuel João Munaretto | 456 | 114,0 |
| 10 | Teófilo Ribeiro Neto | 455 | 113,7 |
| 11 | Manuel Moreira López | 454 | 113,5 |
| 12 | Emilson Menarim | 451 | 112,7 |
| 13 | Alexandre Salomão de Oliveira Wilt | 450 | 112,5 |
| 14 | Jose Afonso L. Pisoni Duarte Fortunato | 450 | 112,5 |
| 15 | Luís Gustavo Sanábio e Souza | 446 | 111,5 |
Ranking feminino
| Colocação | Atleta | Pontos | Fator/4 |
| 1 | Camilla Alexandra Cosmoski | 446 | 111,5 |
| 2 | Daiana dos Santos Camaz | 435 | 108,7 |
| 3 | Georgia Furquim Bastos | 432 | 108,0 |
| 4 | Ludmila Diniz Costa Vaz de Melo | 426 | 106,5 |
| 5 | Ellen Giovanna Mendes da Silva | 421 | 105,2 |
| 6 | Thaíse Saraiva de Oliveira Christoni | 391 | 97,7 |
| 7 | Waneska Shirley Pereira de Oliveira | 367 | 91,7 |
| 8 | Andreia Zanfonato Toniazzo | 318 | 79,5 |
| 9 | Priscila Macêdo Campos | 296 | 74,0 |
| 10 | Marcela Cristina M. de Lima Pedrosa | 291 | 72,7 |
No Skeet masculino, Roberth Vieira vem se mantendo em primeiro lugar, seguido por Rodrigo Simões que mantém uma acirrada disputa com Renato Portela, que foi o terceiro colocado. No feminino, infelizmente temos poucas atletas no Skeet. Com a saída de Geórgia Furquim, a disciplina ficou sem sua principal atleta. Posto que vem sendo disputado pela jovem Luísa Acosta e Danielle Gedeon. Luísa é uma atleta de grande talento e possui um enorme potencial. Entretanto, ela também tem tido um enorme sucesso no IPSC conquistando o Vice-Campeonato Mundial de Shotgun da Divisão Standart Manual Damas e da divisão Team Family. Questões ligadas à patrocínio mantém Luísa ainda ligada ao IPSC.

Veja quem são os mais bem colocados no ranking nacional de Skeet da CBTE.
Ranking masculino
| Colocação | Atleta | Pontos | Fator/4 |
| 1 | Roberth Lucianno de Oliveira Vieira | 467 | 116,7 |
| 2 | Rodrigo Maringoni Simões | 451 | 112,7 |
| 3 | Renato Araujo Portela | 446 | 111,5 |
| 4 | Breno Maron Alves Ferreira | 433 | 108,2 |
| 5 | Conrado Macedo de Sousa | 393 | 98,2 |
| 6 | Wilson Costa David Junior | 391 | 97,7 |
| 7 | Lúcio Zacarias Gomes Guttierrez | 380 | 95,0 |
| 8 | Tássio Garcia da Silveira | 295 | 73,7 |
| 9 | Lucas Moraes de Oliveira | 279 | 69,7 |
| 10 | Daniel Lorensi Alves | 266 | 66,5 |
| 11 | Marcelo de Carvalho Valente | 266 | 66,5 |
| 12 | Aluizio França Leite | 263 | 65,7 |
| 13 | Rodrigo Camponogara Bohrer | 255 | 63,7 |
| 14 | Edson da Cruz | 251 | 62,7 |
| 15 | Marcelo Barp Francisco | 232 | 58,0 |
Ranking feminino
| Colocação | Atleta | Pontos | Fator/4 |
| 1 | Luísa Pedroso Acosta | 376 | 94 |
| 2 | Danielle Maron Gedeon | 361 | 90,2 |
Este foi um resumo dos campeonatos de tiro ao prato promovidos pela CBTE em 2025. O Brasil ainda não é uma potência mundial nas disciplinas olímpicas de tiro ao prato. Os bons resultados advêm de destaques individuais graças ao talento nato e a dedicação de um ou outro atleta. Como dissemos anteriormente, para ser uma potência mundial é preciso existir uma grande base na pirâmide de atletas. Isto se constrói com o tempo e com mecanismos eficazes de atração e incentivo à prática do esporte. Neste aspecto, o tiro esportivo no Brasil ainda sofre com o preconceito e uma política contraria ao esporte, que são fomentadas por uma mídia que critica sem conhecê-lo adequadamente.
Outro ponto importante é a necessidade de políticas sólidas de longo prazo, acompanhadas de grandes investimentos para que as equipes A, B, C e juniores tenham técnicos permanentes, de reconhecida capacidade técnica, que possam promover treinos técnicos periódicos e manter os atletas unidos e motivados. Assim como o intercâmbio e a participação em maior número de provas internacionais igualmente se constituem de fatores importantes para a evolução técnica dos atletas.
Para que este cenário perfeito ocorra, o maior aporte de recursos, por parte de programas governamentais de incentivo ao financiamento público e privado ao esporte, é fundamental. Um novo incentivo pode ter sido criado a partir da sanção do Projeto de Lei Complementar, por parte da Presidência da República, que transforma a Lei de Incentivo ao Esporte em política pública permanente.
De acordo com o site do governo, a Lei permite que os recursos provenientes de renúncia fiscal passam a ser aplicados de forma contínua em projetos desportivos e paradesportivos em todo o Brasil. Ainda de acordo com a matéria, a política passa a ter caráter permanente, o que garante estabilidade ao planejamento e à execução das ações de fomento esportivo. A legislação garante ainda maior segurança jurídica às empresas e pessoas físicas que destinam parte dos impostos a projetos esportivos e paradesportivos, ao definir limites, critérios de elegibilidade e regras claras para governança dos recursos.
A modernização também inclui simplificação de etapas, com processos mais ágeis de análise e aprovação dos projetos. A nova lei reduz também entraves administrativos, padroniza procedimentos e facilita a captação por organizações, instituições e entidades que desenvolvem iniciativas desportivas.
Vamos torcer para que esta lei seja eficaz de maneira a canalizar mais recursos para o crescimento e desenvolvimento do tiro ao prato no Brasil.