Novos árbitros da região norte fortalecem a equipe de arbitragem da CBTE
outubro 11, 2026
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Por Ana Marceli Souza No dia 05 de setembro de 2026, a Confederação Brasileira de Tiro Esportivo – CBTE completou 120 anos de um resiliente legado construído por
Por Ana Marceli Souza
No dia 05 de setembro de 2026, a Confederação Brasileira de Tiro Esportivo – CBTE completou 120 anos de um resiliente legado construído por dirigentes, atletas e diversos colaboradores que atuaram na promoção e na consolidação do esporte no Brasil até os moldes em que se apresenta atualmente.
Ao abordar o tiro esportivo, frequentemente sobressaem as figuras do atleta, o pódio e as medalhas. No entanto, apesar da discreta visibilidade, atuam nos bastidores outras personagens fundamentais para o protagonismo do esporte: os árbitros.
A presente matéria tem como objetivo apresentar os contornos dessa relevante atividade no tiro esportivo, bem como celebrar a formação dos primeiros árbitros qualificados para o Prato Olímpico na região Norte do Brasil
1. Quem são os árbitros e suas atribuições?
Árbitros da 7ª Etapa do Campeonato Brasileiro de Tiro ao Prato Olímpico 2026: Emerson Silva, Walter Almeida, Marcelo Neves, Luiz Eduardo Dias, Ary Venturinelli, Carlos Costa, José Ailton Patriota, Silvio Romero Filho, João Francisco P. Borges, Waneska Oliveira e Thaíse Christoni. Imagem: acervo pessoal de Carlos Costa.
Os árbitros são homens e mulheres comprometidos em mover as engrenagens das disciplinas esportivas, assegurando que a prática ocorra em estrita conformidade com as regras e os preceitos éticos exigidos.
O corpo de arbitragem do tiro esportivo é composto por atletas e não atletas, maiores de 18 anos, que apresentam conduta ilibada, filiados à CBTE. Esses profissionais são licenciados para atuação no território nacional pelo período de 5 (cinco) anos, após a aprovação em cursos oficiais promovidos pela CBTE, International Shooting Sport Federation (ISSF) ou International Paralympic Committee (IPC).
O papel primordial da arbitragem consiste em zelar pelo cumprimento do regulamento da prova, destacando-se entre as suas principais atribuições:
verificar e conferir antes da competição, se o vestuário dos atletas, o estande com seus equipamentos e dimensões estão de acordo com os regulamentos da ISSF e de provas da CBTE;
assumir a prova de tiro, conhecer as regras gerais do esporte do tiro e as regras específicas das disciplinas para as quais esteja habilitado;
orientar e/ou auxiliar os preparativos dos estandes de acordo com as regras (antes do início das competições);
registrar em súmulas os resultados e ocorrências da competição, bem como encaminhar os resultados das competições e controlar o recebimento das inscrições, receber protestos, apelações e respondê-los, manter a disciplina e o espírito esportivo na pedana;
zelar pelo nome da CBTE etc.
Os árbitros da CBTE são classificados em níveis nacionais (A, B e C) e internacionais, estes últimos vinculados à International Shooting Sport Federation(ISSF) e World Shooting Para Sport (WSPS).
Os iniciantes ingressam no nível C, tornando-se habilitados após a conclusão de curso teórico coordenado pela Diretoria de Arbitragem. Por sua vez, a ascensão para os níveis B e A requer a realização, em um prazo de até 48 meses, de estágios supervisionados por árbitros de nível A, com o propósito de validar a certificação obtida.
Para a obtenção do nível B, exige-se a realização de 1 (uma) prática presencial em Prova Regional ou na Final do Campeonato Brasileiro, ao passo que para o nível A são necessárias 5 (cinco) atuações. Em ambos os níveis, avaliam-se critérios como pontualidade, uso do material obrigatório, respeito, disciplina durante a competição, além do conhecimento e aplicação dos regulamentos.
Por sua vez, o ingresso no nível internacional requer a recomendação da Diretoria de Arbitragem, conhecimentos da língua inglesa e a participação em cursos promovido pela ISSF e WSPS.
A arbitragem da Confederação Brasileira de Tiro Esportivo contempla as seguintes disciplinas:
Internacional: Carabina/Pistola ISSF, Classificação, Alvo Eletrônico, Referee e Prato.
Árbitros do Prato Olímpico na Copa Sudamericana 2017: Jairo Motta, Milvia Franquis Paz (Mílvia Hernandez), Ricardo Fortes, Oswaldo Bruno, Sueli Alves, Ary Venturinelli e Eduardo Oliveira. Imagem: acervo pessoal de Suely Alves.Árbitros do prato: Wander Kallil, Sueli Alves, Ieda R. costa, Dênis Monteiro, Milvia Hernandez e Eduardo Oliveira. Em curso de Arbitragem e Jury ministrado por Luiz Valladares (em pé, à esquerda). Imagem: acervo pessoal de Sueli Alves.
2. O curso de formação da arbitragem do tiro ao prato olímpico e os estágios
Ary Venturinelli. Árbitro e Jury internacional pela ISSF Fonte: www.cbte.or.br
Ao longo de anos, a Confederação Brasileira de Tiro Esportivo não mediu esforços para disponibilizar cursos de arbitragem em todas as disciplinas do tiro esportivo. Nomes como os de Wissam Maalouf, Eduardo Oliveira e Ary Venturinelli são lembrados por suas relevantes contribuições na formação de centenas de árbitros.
O curso voltado para a turma do ano de 2026, do Tiro ao Prato Olímpico, iniciou em 08 de julho e encerrou-se no dia 10 de setembro. A formação foi ministrada pelo Diretor de Arbitragem da referida disciplina, Sr. Ary Venturinelli e pelo árbitro João Francisco P. Borges. O cronograma contemplou encontros on-line e avaliações teóricas semanais que exigiam a aplicação do regulamento em casos práticos, a troca de experiências e a fixação das regras da ISSF.
Jogos Olímpicos Rio 2016. Árbitro Ary Venturinelli. Imagem: acervo pessoal do Árbitro.
A seguir, apresentam-se os novos árbitros nível C, habilitados para acompanhamento de provas no formato on-line:
Ana Marceli Martins Nogueira de Souza
César Augusto Leite de Oliveira Filho
Danielle Maron Gedeon
Edimar Otto Schreiber
Edson Da Cruz
Eduardo Gonçalo Cândido
Everaldo Duarte Rosa Júnior
James Arantes da Silva Carvalho
Leonan Ramos da Silva
Luciano de Lima Doreto
Luiz Sérgiio Dutra Nagli
Marcos Eugênio Soares Duarte
Marcos Farah
Nilton César Azevedo Dos Santos
Ricardo Junqueira Rosa
Silvio Marcio Lavorato
Thiago Siqueira Dias
Valter Valdir Modesto Júnior
William Sérgio do Sacramento
Cibele Rusing do Nascimento
A turma 2026 contou com participantes de todas as regiões brasileiras. Pela primeira vez na história do tiro ao prato olímpico, registrou-se a adesão de interessados do extremo Norte do país, representada pelos atletas Ana Marceli Souza (Clube Hubertus/Roraima), Marcos Duarte (Clube Hubertus/Roraima) e William Sacramento (Clube Hubertus/Roraima e APECAC/Amazonas).
8ª Etapa do Campeonato Brasileiro de Tiro ao Prato Olímpico (23-27/09/2026). Turma 9 Assad Malek, Sérgio Barbosa, Marcos Gonsalez, Marco Ferreira. Árbitro: Eduardo Oliveira. Turma do primeiro estágio de Ana Marceli Souza para mudança de nível. Imagem: acervo pessoal da autora.
Uma vez encerrado o curso e diplomados os seus participantes, deram os primeiros passos à transição do nível C para o B os atletas Nilton Santos, Edson Cruz, Danille Gèdèon, Ana Marceli Souza, Marcos Farah, Thiago Siqueira. Cumpre ressaltar que os árbitros interessados nos estágios possuem até 48 (quarenta e oito) meses para realizá-lo nas disciplinas de Fossa Olímpica e no Skeet.
Estágio para mudança de nível de Nilton dos Santos. Imagem: acervo pessoal de Nilton Santos. Foto com o Árbitro João Francisco P. Borges.
Estágio de Marcos Farah sob a supervisão do Árbitro Emerson Cavalcante Silva. Imagem: acervo pessoal do Árbitro.
Entre as Federações integrantes da CBTE na região Norte, destacam-se as do Amazonas, do Pará, de Rondônia e de Tocantins, além de contar com Roraima. O Amapá iniciou movimentações para a respectiva adesão. O Acre segue sem manifestar interesse.
Nas disciplinas de Provas Nacionais, Carabina/Pistola ISSF e Rifle Internacional, a arbitragem dispõe de um volume maior de interessados (ver tabela do Anexo I – Lista Geral dos Árbitros da Região Norte – CR/PT/RF/PRATO).
No âmbito do Tiro ao Prato Olímpico, apenas Rondônia, Roraima e o Amazonas possuem árbitros formados pela CBTE, são 4 (quatro) no total: Aldo Michels Júnior, Ana Marceli Souza, Marcos Duarte e William Sacramento. Apesar desse fato, vale enfatizar que Roraima destaca-se como o único estado da região a disponibilizar infraestrutura e suporte para a prática tanto da Fossa Olímpica quanto do Skeet.
Para William Sacramento (atleta, IAT da Empresa DEFENDASE no Clube Ponta Negra/AM, Diretor de Prova de Prato do Clube Hubertus/RR e APECAC/AM, Delegado da Liga Nacional de Tiro ao Prato do Clube Hubertus/RR), o curso de arbitragem em Fossa Olímpica e Skeet da CBTE representou um divisor de águas. De acordo com ele, a formação impactou tanto o seu desenvolvimento individual quanto o fortalecimento do tiro esportivo na Região Norte.
Sob essa perspectiva, a excelência técnica da equipe docente propiciou o aprendizado direto com as principais referências do regulamento da ISSF, estabelecendo padrões de alto desempenho. Essa qualificação permitirá que, futuramente, a condução de treinamentos, clínicas e competições na região siga o rigor exigido internacionalmente. Para a Região Norte, o marco significou o fortalecimento do protagonismo local e a ampliação da autonomia das entidades desportivas, promovendo a valorização dos eventos regionais.
Sacramento afirmou que a importância da arbitragem olímpica na região Norte reflete-se na descentralização do conhecimento. Desse modo, a estruturação do curso em um formato de maior alcance e acessibilidade constituiu o elemento propulsor para estimular o interesse nessa capacitação. Sob essa ótica, a formação de árbitros capacitados foi o primeiro passo para estruturar bases institucionais adequadas, incentivar novos praticantes e fomentar o crescimento dessas disciplinas no Norte do país.
Em suma, o panorama exposto evidencia que a participação no referido curso transcendeu o desejo de aprofundar os conhecimentos a respeito da Fossa Olímpica e do Skeet. Ela atendeu à uma exigência regulamentar. Conforme o Regulamento da Arbitragem, os clubes que sediam as etapas on line devem dispor de, no mínimo, um árbitro formado pela CBTE[1]. O descumprimento desse requisito resulta na proibição de realizar as competições light.
Por fim, os primeiros árbitros do Tiro ao Prato Olímpico de Roraima e do Amazonas almejam impulsionar o desenvolvimento do esporte nas regiões mais longínquas. Essa atuação alinha-se ao propósito institucional da Confederação, previsto em seu Estatuto Social, de: “(…)difundir e incentivar em todo o país o esporte de tiro esportivo em todos os níveis, inclusive a pratica desportiva por pessoa com deficiência, pugnando pelo progresso de todas as entidades filiadas. ”
Atletas William Sérgio do Sacramento, Marcos Eugênio Duarte e Ana Marceli Souza. Imagem: acervo pessoal da autora.
Mais um protagonismo foi conquistado. A Revista Pedana deseja sucesso aos novos árbitros.
[1]Até o início do ano de 2025, todos os locais de Provas On-line deverão ter ao menos um árbitro formado pela CBTE responsável pela condução das competições no local. As provas que ele conduzirá serão aquelas condizentes com a sua habilitação. Local de prova on-line que não tiver árbitro habilitado e licenciado pela CBTE não poderá realizar competições. Os Delegados Técnicos de Provas On-line devem ser também árbitros Nacionais ou Internacionais e devem fazer também o Curso de Delegado Técnico oferecido pela CBTE. Esta obrigatoriedade entrará em vigor a partir de 2025.
ANEXO I
LISTA GERAL DOS ÁRBITROS DA REGIÃO NORTE –CR/PT/RF/PRATO
ÁRBITROS DA REGIÃO NORTE
RONDÔNIA
ÁRBITROS
LOCAL
DISCIPLINA DO TIRO ESPORTIVO
ALDO LUIZ MICHELS JÚNIOR
CACOAL
Prato Olímpico*
JOÃO GILMAR DE SOUZA
VILHENA
Provas Nacionais
AMAZONAS
ÁRBITROS
LOCAL
DISCIPLINA DO TIRO ESPORTIVO
TANER FREIRE DE VERÇOSA
MANAUS
Provas Nacionais
WILLIAM SERGIO DO SACRAMENTO
MANAUS
Rifle Internacional Prato Olímpico*
BRUNO DO RÊGO GARCIA
MANAUS
Carabina/Pistola ISSF Provas Nacionais
RAPHAEL SONODA ULLE
MANAUS
Provas Nacionais
ARI BADARANE NICOLAU
MANAUS
Carabina/Pistola ISSF Provas Nacionais
RODRIGO JOSE OLIVEIRA DE ALMEIDA
MANAUS
Provas Nacionais
LEONARDO RIBEIRO DE SOUZA
MANAUS
Carabina/Pistola ISSF
ALISSON MOACIR DE ARAUJO MAIA
MANAUS
Provas Nacionais
ADILSON VITORINO DE SOUZA
MANAUS
Carabina/Pistola ISSF
ALEXANDRE JORGE QUEIROZ SILVA
MANAUS
Provas Nacionais
LUIS FILIPE DE AZEVEDO ESPERANÇA
MANAUS
Provas Nacionais
LEONARDO DE OLIVEIRA ARAÚJO
MANAUS
Carabina/Pistola ISSF
FERNANDO BAECHTOLD MENDES
MANAUS
Provas Nacionais
DIEGO ALVES DA SILVA MENEZES
MANAUS
Provas Nacionais
JOSÉ RICARDO FERREIRA
MANAUS
Provas Nacionais
LUIZ HENRIQUE SANTOS SILVA
MANAUS
Provas Nacionais
ANTONIO TEIXEIRA DE QUEIROZ
CAREIRO
Provas Nacionais
TOCANTINS
ÁRBITROS
LOCAL
DISCIPLINA DO TIRO ESPORTIVO
MAX SALDANHA ATHAYDE
ARAGUAÍNA
Provas Nacionais
MOACY TAVARES DE SOUSA
ARAGUAÍNA
Carabina/Pistola ISSF
JOSÉ DAVID FERREIRA JÚNIOR
ARAGUAÍNA
Provas Nacionais
FRANCISCO ARAUJO PIMENTA
ARAGUAÍNA
Rifle Internacional
RAIMUNDO VALE LEAL
SÃO MIGUEL DO TOCANTINS
Provas Nacionais
OBS: JORGE RAPHAEL SILVA DE SOUSA (TO) concluiu o curso de arbitro (Provas Nacionais). Seu nome ainda está em processo de inclusão na listagem oficial atualizada da CBTE. Fonte: https://www.cbte.org.br/cbte-divulga-relacao-dos-82-arbitros-aprovados-nos-cursos-de-arbitro-nacional-2025/